► Saia! Saia da minha cabeça, malditos pôneis!
terça-feira, 2 de agosto de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
• Anima Mundi começa hoje em Sampa
FESTIVAL TRAZ 77 ANIMAÇÕES NACIONAIS, ENTRE MAIS DE 420 PRODUÇÕES
Ao recordar dos primeiros anos do Anima Mundi, que chega nesta sexta-feira à 19ª edição, o animador e produtor César Coelho confirma o crescimento da animação no Brasil. Um dos idealizadores do festival – hoje o maior do gênero na América Latina – ao lado de Marcos Magalhães, Aida Queiroz e Léa Zagury, Coelho celebra o número recorde de inscrições: foram mais de 1.800 produções, de cerca de 80 países. A mostra, que começa hoje, dia 27, e vai até 31 de julho em São Paulo, traz 77 filmes do Brasil, selecionados após mais de três meses de trabalho exaustivo.
“Está ficando cada vez mais difícil entrar na programação do festival. A seleção fica mais complexa a cada ano, o que, apesar de todo o trabalho, nos deixa muito otimistas em relação ao mercado”, observa César Coelho, que também nota uma mudança positiva em relação aos animadores nacionais. “Sempre fomos muito bons de ideias, mas estas nem sempre eram bem exploradas. Hoje isso mudou, boa parte das produções consegue aliar bons roteiros a um acabamento de qualidade”.
A maturidade que o diretor do festival vê nos profissionais contemporâneos também se reflete nos temas das animações. “O leque de assuntos está se abrindo. O humor permanece, até porque ele é parte da nossa cultura, da forma como nos relacionamos com os outros. Mas não está restrito à gaiatice, é mais trabalhado. Desenvolvemos uma linguagem própria, que consegue dialogar com outros povos, é por isso que a animação brasileira ganha tanto espaço lá fora”.
Um destes pioneiros no mercado externo é o diretor de “Rio”, animação que está entre os filmes de maior bilheteria no mundo este ano. Carlos Saldanha vem pela quarta vez ao Anima Mundi, para participar do Anima Forum e do Papo Animado. Para Coelho, a presença do carioca, que está entre os maiores nomes do gênero atualmente, pode estimular ainda mais os profissionais que já atuam ou ingressam no mercado de animação.
“Além de todo o seu talento, o Saldanha é idealista, ele tem um compromisso com o crescimento do gênero no Brasil. Sempre que pode, ele compartilha técnicas e novidades com a gente. É uma inspiração para todos nesse mercado, tanto pela forma como venceu nos EUA, onde chegou com a cara e a coragem, quanto pela simplicidade que demonstra até hoje”, enaltece o diretor do festival.
O sucesso de Saldanha, segundo César Coelho, não é um fato isolado em relação aos demais profissionais brasileiros da área, cada vez mais reconhecidos no exterior. “Conseguimos algo que talvez fosse impensável há alguns anos: passamos a exportar conteúdo em vez de mão de obra barata para os estúdios. Isso comprova a qualidade dos nossos artistas, que estão entre os melhores do mundo mesmo não havendo uma escola forte de animação no Brasil. E, é claro, também decorre do crescimento do nosso cinema como um todo”, destaca.
Leia a lista das animações brasileiras
"Morte e Vida Severina", de Afonso Serpa
"Conhecimento IhLimitado", de Ale McHaddo
"Bomtempo", de Alexandre Dubiela
"Parem Esse Trem", de Alexandro Castro
"Timing", de Amir Admoni
"Nossa Senhora dos Miritis", de Andrei Miralha
"Em Nome das Cidades- Riacho Fundo", de Anésio Jr e Günter Sarfert
"Tentáculos", de Beth Soares; Alvaro Victorio; Beto Paiva; Leandro Batista; Rafael Carvalho; Thiago Quadros e Vinicius Lewer
"Remoto Controle Remoto", de Bruno Bask
"Planos", de Carlon Hardt
"No Baque", de Carlon Hardt
"Sambatown", de Carlos Eduardo Pinheiro de Macedo
"Uma Estrela nO Quintal", de Danielle Divardin
"O Diário da Terra", de Diogo Viegas
"2004", de Edgard Antonio Alves de Paiva
"Godofredo", de Eva Furnari
"A Mala", de Fabiannie Bergh
"Gorgon", de Felipe Kehdi
"Furico & Fiofó", de Fernando Miller
"Numa Floresta", de Fons Schiedon
"Este é o Ponto", de Gustavo Machado Tomazi
"Segunda Chance", de Hygor Beltrão Amorim
"Vinheta TPM", de Igor Machado
"La Balada de Johnny Sosa", de Igor Machado
"A Raposa e a Águia", de Irson Pedro Barbosa Junior
Por que as Namoradas Devem Amar Mais do que Seus Namorados", de Iuri Araújo Cardoso Teixeira
"Vicente", de Ísis Mourão Barboza
"I-Juca Pirama", de Ítalo Cajueiro de Oliveira e Elvis Kleber
"Tromba Trem - Episódio 5: Na boca do Sapo", de José Brandão
"A Fábula da Corrupção", de Lisandro Santos
"Caixa", de Luciana Eguti e Paulo Muppet
"Cachalote", de Luciana Eguti; Luciana Eguti; Luciana Eguti; Paulo Muppet
"Bonequinha do Papai", de Luciana Eguti; Paulo Muppet
"Vovô", de Luiz Lafayette Stockler
"EngoleLogoUmaJacaEntão", de Marão; TiagoMAL; Soldado; Guilherme Coutinho; Alex Antunes; Andrei Duarte; 1berto Rodrigues; Diego Akel
"Jéssica e Junior no Mundo das Cores", de Marcelo Branco
"Mais Valia", de Marco Túlio
"Causos e Contos", de Marcos Buccini Pio Ribeiro; Ricardo Bicudo; Fábio Caparica
"Vida", de Maria Alice Machado
"Uma Coisa Nova Para Olli", de Mario Galindo
"Cachoeira Pequena", de Mauricio Nunes; Paulo Leonardo Fialho
"Bafo Quente", de Maurício de Oliveira Maia
"A Viagem de um Barquinho", de Márcio Emilio Zago
"Tecnologia Rural", de Márcio Emilio Zago
"O Ogro", de Márcio Júnior; Márcia Deretti
"Meu Medo", de Murilo Hauser
"Consciente Coletivo - Água", de Pedro Iuá; Analucia de Godói
"Funcionário do Mês", de Ramon Faria
"Lembranç AS de Naiara", de Renata Claus; Diego Mascaro
"Propriedades de uma Poltrona", de Rodrigo John
"Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo", de Rodrigo John
"Concerto", de Simon Pedro Brethé
"Teste Plano B", de Thiago Silveira
"Rái Sossaith", de Thomas Larson
"Gente Grande", de Walkir Fernandes
"O Homem Planta", de William Paiva; Pedro Severien
► Evento se consolidou como um dos maiores festivais de animação do mundo
Ao recordar dos primeiros anos do Anima Mundi, que chega nesta sexta-feira à 19ª edição, o animador e produtor César Coelho confirma o crescimento da animação no Brasil. Um dos idealizadores do festival – hoje o maior do gênero na América Latina – ao lado de Marcos Magalhães, Aida Queiroz e Léa Zagury, Coelho celebra o número recorde de inscrições: foram mais de 1.800 produções, de cerca de 80 países. A mostra, que começa hoje, dia 27, e vai até 31 de julho em São Paulo, traz 77 filmes do Brasil, selecionados após mais de três meses de trabalho exaustivo.
“Está ficando cada vez mais difícil entrar na programação do festival. A seleção fica mais complexa a cada ano, o que, apesar de todo o trabalho, nos deixa muito otimistas em relação ao mercado”, observa César Coelho, que também nota uma mudança positiva em relação aos animadores nacionais. “Sempre fomos muito bons de ideias, mas estas nem sempre eram bem exploradas. Hoje isso mudou, boa parte das produções consegue aliar bons roteiros a um acabamento de qualidade”.
A maturidade que o diretor do festival vê nos profissionais contemporâneos também se reflete nos temas das animações. “O leque de assuntos está se abrindo. O humor permanece, até porque ele é parte da nossa cultura, da forma como nos relacionamos com os outros. Mas não está restrito à gaiatice, é mais trabalhado. Desenvolvemos uma linguagem própria, que consegue dialogar com outros povos, é por isso que a animação brasileira ganha tanto espaço lá fora”.
Um destes pioneiros no mercado externo é o diretor de “Rio”, animação que está entre os filmes de maior bilheteria no mundo este ano. Carlos Saldanha vem pela quarta vez ao Anima Mundi, para participar do Anima Forum e do Papo Animado. Para Coelho, a presença do carioca, que está entre os maiores nomes do gênero atualmente, pode estimular ainda mais os profissionais que já atuam ou ingressam no mercado de animação.
“Além de todo o seu talento, o Saldanha é idealista, ele tem um compromisso com o crescimento do gênero no Brasil. Sempre que pode, ele compartilha técnicas e novidades com a gente. É uma inspiração para todos nesse mercado, tanto pela forma como venceu nos EUA, onde chegou com a cara e a coragem, quanto pela simplicidade que demonstra até hoje”, enaltece o diretor do festival.
O sucesso de Saldanha, segundo César Coelho, não é um fato isolado em relação aos demais profissionais brasileiros da área, cada vez mais reconhecidos no exterior. “Conseguimos algo que talvez fosse impensável há alguns anos: passamos a exportar conteúdo em vez de mão de obra barata para os estúdios. Isso comprova a qualidade dos nossos artistas, que estão entre os melhores do mundo mesmo não havendo uma escola forte de animação no Brasil. E, é claro, também decorre do crescimento do nosso cinema como um todo”, destaca.
Leia a lista das animações brasileiras
"Morte e Vida Severina", de Afonso Serpa
"Conhecimento IhLimitado", de Ale McHaddo
"Bomtempo", de Alexandre Dubiela
"Parem Esse Trem", de Alexandro Castro
"Timing", de Amir Admoni
"Nossa Senhora dos Miritis", de Andrei Miralha
"Em Nome das Cidades- Riacho Fundo", de Anésio Jr e Günter Sarfert
"Tentáculos", de Beth Soares; Alvaro Victorio; Beto Paiva; Leandro Batista; Rafael Carvalho; Thiago Quadros e Vinicius Lewer
"Remoto Controle Remoto", de Bruno Bask
"Planos", de Carlon Hardt
"No Baque", de Carlon Hardt
"Sambatown", de Carlos Eduardo Pinheiro de Macedo
"Uma Estrela nO Quintal", de Danielle Divardin
"O Diário da Terra", de Diogo Viegas
"2004", de Edgard Antonio Alves de Paiva
"Godofredo", de Eva Furnari
"A Mala", de Fabiannie Bergh
"Gorgon", de Felipe Kehdi
"Furico & Fiofó", de Fernando Miller
"Numa Floresta", de Fons Schiedon
"Este é o Ponto", de Gustavo Machado Tomazi
"Segunda Chance", de Hygor Beltrão Amorim
"Vinheta TPM", de Igor Machado
"La Balada de Johnny Sosa", de Igor Machado
"A Raposa e a Águia", de Irson Pedro Barbosa Junior
Por que as Namoradas Devem Amar Mais do que Seus Namorados", de Iuri Araújo Cardoso Teixeira
"Vicente", de Ísis Mourão Barboza
"I-Juca Pirama", de Ítalo Cajueiro de Oliveira e Elvis Kleber
"Tromba Trem - Episódio 5: Na boca do Sapo", de José Brandão
"A Fábula da Corrupção", de Lisandro Santos
"Caixa", de Luciana Eguti e Paulo Muppet
"Cachalote", de Luciana Eguti; Luciana Eguti; Luciana Eguti; Paulo Muppet
"Bonequinha do Papai", de Luciana Eguti; Paulo Muppet
"Vovô", de Luiz Lafayette Stockler
"EngoleLogoUmaJacaEntão", de Marão; TiagoMAL; Soldado; Guilherme Coutinho; Alex Antunes; Andrei Duarte; 1berto Rodrigues; Diego Akel
"Jéssica e Junior no Mundo das Cores", de Marcelo Branco
"Mais Valia", de Marco Túlio
"Causos e Contos", de Marcos Buccini Pio Ribeiro; Ricardo Bicudo; Fábio Caparica
"Vida", de Maria Alice Machado
"Uma Coisa Nova Para Olli", de Mario Galindo
"Cachoeira Pequena", de Mauricio Nunes; Paulo Leonardo Fialho
"Bafo Quente", de Maurício de Oliveira Maia
"A Viagem de um Barquinho", de Márcio Emilio Zago
"Tecnologia Rural", de Márcio Emilio Zago
"O Ogro", de Márcio Júnior; Márcia Deretti
"Meu Medo", de Murilo Hauser
"Consciente Coletivo - Água", de Pedro Iuá; Analucia de Godói
"Funcionário do Mês", de Ramon Faria
"Lembranç AS de Naiara", de Renata Claus; Diego Mascaro
"Propriedades de uma Poltrona", de Rodrigo John
"Céu, Inferno e Outras Partes do Corpo", de Rodrigo John
"Concerto", de Simon Pedro Brethé
"Teste Plano B", de Thiago Silveira
"Rái Sossaith", de Thomas Larson
"Gente Grande", de Walkir Fernandes
"O Homem Planta", de William Paiva; Pedro Severien
► Evento se consolidou como um dos maiores festivais de animação do mundo
• Kesha confirma show em São Paulo
Show será um dia antes do Rock in Rio

A cantora pop Kesha confirmou apresentação em São Paulo em setembro, um dia antes do show no festival Rock in Rio. Kesha fará um show no Via Funchal na noite de 28 de setembro.
A cantora traz ao Brasil a turnê "Get Sleazy World Tour", e na set list estão hits como "Tik Tok" e "We R who we R".
A apresentação será na quarta-feira, 28 de setembro, às 22h. A abertura dos portões está programada para as 20h. O preço dos ingressos varia de R$ 220 a R$ 320 e eles poderão ser adquiridos no site da LivePass.
► Rock in Rio. Nos vemos lá.
• Dossiê Rê Bordosa
Anima Mundi começa essa semana em SP
Dossie Re Bordosa from Coala Filmes on Vimeo.
► Dossiê Rê Bordosa é um dos grandes premiados de edições passadas do Anima Mundi.
Dossie Re Bordosa from Coala Filmes on Vimeo.
► Dossiê Rê Bordosa é um dos grandes premiados de edições passadas do Anima Mundi.
• Gretchen: "Eu sou a Madonna brasileira"
Nunca houve uma mulher como Gretchen. E dificilmente haverá, garante Maria Odete Brito de Miranda, que passou 34 dos seus 52 anos de vida encarnando esse personagem icônico da MPB: a cantora sexy que resiste no imaginário nacional com apenas três canções de (estrondoso) sucesso: "Melô do piripipi", "Freak le boom boom" e "Conga, conga, conga" - essa, trilha sonora para as recentes picardias da cantora Sandy num comercial de cerveja.
- Ainda não encontrei ninguém que tivesse tomado o meu lugar. E olha que eu dei várias oportunidades, já que fiquei grávida algumas vezes - diz essa mãe de cinco filhos biológicos e uma adotiva, que lança esta quarta no Rio o CD "Charme, talento e gostosura", coletânea dos seus sucessos organizada pelo pesquisador Rodrigo Faour. A festa é às 23h30m, no Galeria Café, em Ipanema, e terá um pocket show da diva.
Um bibelô pop que vendeu 15 milhões de discos na virada dos anos 1970 para os 1980 (e que irritou algumas das grandes cantoras do Brasil), Gretchen foi um produto pensado para a TV. Quem conta a história é o produtor argentino Santiago Malnati, o Mister Sam, que acompanha à distância (de São Paulo), as andanças da ex-pupila.
- Eu vi a Gretchen pela primeira vez cantando no programa de calouros do Silvio Santos. De cara, percebi: essa mulher tem alguma coisa! - diz.
Era 1977, e - Mister Sam ainda não sabia - Odete ia fazer 18 anos no dia seguinte. Rapidamente ele a localizou e a contratou. E mais rapidamente ainda, compôs a canção "Dance with me", toda inspirada no sucesso da discoteque "Dance a little bit closer", da cantora Charo - a tal que a moça mostrara na TV. Na hora de lançar o compacto, Sam sugeriu que ela arrumasse um nome artístico melhor. Maria Odete lembrou de "Aleluia, Gretchen", filme de Sylvio Back. E se rebatizou.
- A Gretchen tinha um par de coxas muito bonito. Além disso, ela era muito autêntica - conta o produtor, que admite só ter ensinado uma coisa à cantora: como empinar o bumbum. - Depois, eu disse a ela: daqui em diante, você só canta o que eu escrever.
Gritos e gemidos
E, no que lhe foi possível, Maria Odete obedeceu.
- Sou muito submissa quando se trata de trabalho - garante ela, que pouco depois estouraria com "Freak your boom boom". Mister Sam lembra da inspiração.
- Eu fui a Nova York e comprei um disco com a música "Freak your boom boom". Era um jazz muito malfeito, mas o título era muito bom.
"Antes de mim, ou se cantava ou se dançava. Eu sou a Madonna brasileira"
O pulo do gato, porém, foi na hora da gravação, em que Sam acrescentou gritinhos, piripipis, palmas e - jura - até alguns gemidos seus.
- A alegria do disco era eu - orgulha-se o produtor.
Trinta anos depois do auge, Gretchen se vê como uma pioneira.
- Antes de mim, ou se cantava ou se dançava. Eu sou a Madonna brasileira.
Antes da própria Madonna, é claro.
► Ok, Madonna.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
sábado, 23 de julho de 2011
• A maldição dos 27 anos
“Espero morrer antes de ficar velho”, escreveu Pete Townshend, do The Who, em 1965.

Escrito por André Barcinski
Townshend não teve seu pedido aceito – continua aí, firme e forte , aos 66. Mas seu companheiro de banda, Keith Moon, não passou dos 32. Morreu depois de tomar uma montanha de pílulas para – ironia das ironias – controlar o alcoolismo.
Desde que surgiu, nos anos 50, o rock sempre flertou com a morte. O que pode parecer uma contradição, já que foi o primeiro gênero musical voltado especificamente ao público jovem.
Mas dá para entender: o rock é filho do conflito de gerações nos Estados Unidos do pós-guerra, um conflito que só pôde acontecer porque, pela primeira vez na história, adolescentes não tiveram de trabalhar para ajudar os pais.
Com dinheiro no bolso e tempo livre, a juventude fez o que nunca pôde: descabelou. Abraçaram rebeldes como James Dean, Marlon Brando, Elvis e Little Richard, e inauguraram a cultura jovem. Tudo, menos ser igual ao papai...
Em seu livro “The Death of Rock’n’Roll”, Jeff Pike conta a história de Danny Rapp, vocalista da banda The Juniors.
Em 1959, abalado pelas mortes de Buddy Holly, Big Bopper e Ritchie Valens num desastre de avião (“o dia em que a música morreu”, como cantou Don McLean), Rapp gravou um rock raivoso, em que profetizava: “O rock veio pra ficar / ele nunca vai morrer”.
Em 1983, já velho, cansado e falido, Rapp se trancou num motel infecto do Arizona e meteu uma bala na cabeça.
Assim como o amor versado por Vinicius de Moraes, a imortalidade do rock de Danny Rapp só foi infinita enquanto não se extinguiu.
O que nos leva a Amy Winehouse e a todos os outros “imortais” que se foram aos 27.
A lista é imensa: Brian Jones, Jim Morrison, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Kurt Cobain e, agora, Amy.
E esses são apenas os mais famosos. Tem ainda Kristen Pfaff (Hole), Gary Thain (Uriah Heep), Alan Wilson (Canned Heat), Pigpen (Grateful Dead), Rudy Lewis (Drifters).
Se ampliarmos a lista para a faixa de 25 a 29 anos, podemos incluir ainda Tim Buckley, Gram Parsons, Danny Whitten (Crazy Horse), Tommy Bolin (Deep Purple), James Honeyman-Scott (Pretenders), Hillel Slovak (Chili Peppers), Frankie Lymon (The Teenagers), Shannon Hoon (Blind Melon), Bradley Nowell (Sublime) e muitos outros.
O que leva tanta gente a morrer da mesma maneira, na mesma idade?
Será o desafio de encarar a vida adulta, depois de anos sendo adulado? Será um período de depressão pós-sucesso?
De qualquer forma, o mito continua: quem não morre aos 27, aos 33 (Lester Bangs, John Belushi, Bon Scott, Jesus Cristo) ou aos 42 (Alan Freed, Peter Tosh, Elvis Presley), viverá para sempre.
Estão aí Keith, Ozzy e Lemmy, que não me deixam mentir.
► Para Amy.
Escrito por André Barcinski
Townshend não teve seu pedido aceito – continua aí, firme e forte , aos 66. Mas seu companheiro de banda, Keith Moon, não passou dos 32. Morreu depois de tomar uma montanha de pílulas para – ironia das ironias – controlar o alcoolismo.
Desde que surgiu, nos anos 50, o rock sempre flertou com a morte. O que pode parecer uma contradição, já que foi o primeiro gênero musical voltado especificamente ao público jovem.
Mas dá para entender: o rock é filho do conflito de gerações nos Estados Unidos do pós-guerra, um conflito que só pôde acontecer porque, pela primeira vez na história, adolescentes não tiveram de trabalhar para ajudar os pais.
Com dinheiro no bolso e tempo livre, a juventude fez o que nunca pôde: descabelou. Abraçaram rebeldes como James Dean, Marlon Brando, Elvis e Little Richard, e inauguraram a cultura jovem. Tudo, menos ser igual ao papai...
Em seu livro “The Death of Rock’n’Roll”, Jeff Pike conta a história de Danny Rapp, vocalista da banda The Juniors.
Em 1959, abalado pelas mortes de Buddy Holly, Big Bopper e Ritchie Valens num desastre de avião (“o dia em que a música morreu”, como cantou Don McLean), Rapp gravou um rock raivoso, em que profetizava: “O rock veio pra ficar / ele nunca vai morrer”.
Em 1983, já velho, cansado e falido, Rapp se trancou num motel infecto do Arizona e meteu uma bala na cabeça.
Assim como o amor versado por Vinicius de Moraes, a imortalidade do rock de Danny Rapp só foi infinita enquanto não se extinguiu.
O que nos leva a Amy Winehouse e a todos os outros “imortais” que se foram aos 27.
A lista é imensa: Brian Jones, Jim Morrison, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Kurt Cobain e, agora, Amy.
E esses são apenas os mais famosos. Tem ainda Kristen Pfaff (Hole), Gary Thain (Uriah Heep), Alan Wilson (Canned Heat), Pigpen (Grateful Dead), Rudy Lewis (Drifters).
Se ampliarmos a lista para a faixa de 25 a 29 anos, podemos incluir ainda Tim Buckley, Gram Parsons, Danny Whitten (Crazy Horse), Tommy Bolin (Deep Purple), James Honeyman-Scott (Pretenders), Hillel Slovak (Chili Peppers), Frankie Lymon (The Teenagers), Shannon Hoon (Blind Melon), Bradley Nowell (Sublime) e muitos outros.
O que leva tanta gente a morrer da mesma maneira, na mesma idade?
Será o desafio de encarar a vida adulta, depois de anos sendo adulado? Será um período de depressão pós-sucesso?
De qualquer forma, o mito continua: quem não morre aos 27, aos 33 (Lester Bangs, John Belushi, Bon Scott, Jesus Cristo) ou aos 42 (Alan Freed, Peter Tosh, Elvis Presley), viverá para sempre.
Estão aí Keith, Ozzy e Lemmy, que não me deixam mentir.
► Para Amy.
terça-feira, 19 de julho de 2011
• Se eu estiver mentindo...
Que um raio caia na minha cabeça! (assim disse o moleque)
► Putchaqueospariu!
► Putchaqueospariu!
sábado, 16 de julho de 2011
• Bispo da Universal incentiva criança a dar
brinquedo à igreja
Fim dos tempos
Uma criança de nove anos é incentivada por um bispo da Igreja Universal do Reino de Deus a vender seus brinquedos e doar o dinheiro à igreja para que os pais parem de brigar. Enquanto isso, sua mãe é exorcizada no altar.
A cena ocorreu em culto da Universal em Santo Amaro, zona sul de São Paulo, e está sendo exibida em vídeo no blog do bispo Edir Macedo, fundador e líder da igreja.
A Universal foi procurada ontem para comentar o vídeo, mas não deu retorno até o fechamento desta edição.
No vídeo, o menino conta ao bispo Guaracy Santos que seus pais têm brigado com frequência. O bispo pergunta que sacrifício ele fará pelos pais. "Eu vou dar tudo que eu tenho", responde a criança. Guaracy devolve: "E o que é tudo que você tem?". "Brinquedo", diz o menino.
O bispo insiste: "Você vai vender?". A criança diz que sim, e Guaracy pergunta, referindo-se ao dinheiro: "Pra colocar onde?" "No altar", promete a criança.
Em seguida, sua mãe aparece em crises de convulsão, sendo segurada por um obreiro da Universal. O bispo diz que ela tem "o demônio" e "uma praga". Depois, incentiva a criança a se aproximar. "Vai lá perto e fala: acabou pra você, diabo."
E conclui: "Seja fiel, vende o que você tem. Tem fé pra isso? Vai na tua fé".
Especialistas disseram à Folha que, embora não haja um artigo que trate explicitamente do caso, o vídeo fere os princípios do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) ao expor o menino a possíveis constrangimentos, mesmo com o rosto borrado.
DIREITO DA CRIANÇA
Ricardo Cabezón, presidente da Comissão de Direitos Infanto-Juvenis da OAB-SP, diz que o recurso não impede que o menino seja identificado por conhecidos.
"A criança deve ser poupada. Se a própria mãe está numa situação de incapacitada, nas mãos de outra pessoa, não se pode pegar uma criança para que ela explique o que está se passando."
A advogada Roberta Densa, que dá aulas sobre o ECA, avalia que o bispo se aproveita da condição "vulnerável" da criança. "É uma situação de manipulação."
Para João Santo Carcan, vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, o papel da igreja, ao tomar conhecimento de um problema desses, seria entrar em contato com os órgãos públicos de assistência social. "Ali tratam a criança como instrumento de receita", diz.
O vídeo foi postado no YouTube e noticiado ontem pelo jornal "O Estado de S. Paulo". Até ontem tinha 571 comentários no blog de Macedo, a maioria de fiéis da Universal. Muitos elogiam a "valentia" do garoto.
► Falar o quê?
Uma criança de nove anos é incentivada por um bispo da Igreja Universal do Reino de Deus a vender seus brinquedos e doar o dinheiro à igreja para que os pais parem de brigar. Enquanto isso, sua mãe é exorcizada no altar.
A cena ocorreu em culto da Universal em Santo Amaro, zona sul de São Paulo, e está sendo exibida em vídeo no blog do bispo Edir Macedo, fundador e líder da igreja.
A Universal foi procurada ontem para comentar o vídeo, mas não deu retorno até o fechamento desta edição.
No vídeo, o menino conta ao bispo Guaracy Santos que seus pais têm brigado com frequência. O bispo pergunta que sacrifício ele fará pelos pais. "Eu vou dar tudo que eu tenho", responde a criança. Guaracy devolve: "E o que é tudo que você tem?". "Brinquedo", diz o menino.
O bispo insiste: "Você vai vender?". A criança diz que sim, e Guaracy pergunta, referindo-se ao dinheiro: "Pra colocar onde?" "No altar", promete a criança.
Em seguida, sua mãe aparece em crises de convulsão, sendo segurada por um obreiro da Universal. O bispo diz que ela tem "o demônio" e "uma praga". Depois, incentiva a criança a se aproximar. "Vai lá perto e fala: acabou pra você, diabo."
E conclui: "Seja fiel, vende o que você tem. Tem fé pra isso? Vai na tua fé".
Especialistas disseram à Folha que, embora não haja um artigo que trate explicitamente do caso, o vídeo fere os princípios do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) ao expor o menino a possíveis constrangimentos, mesmo com o rosto borrado.
DIREITO DA CRIANÇA
Ricardo Cabezón, presidente da Comissão de Direitos Infanto-Juvenis da OAB-SP, diz que o recurso não impede que o menino seja identificado por conhecidos.
"A criança deve ser poupada. Se a própria mãe está numa situação de incapacitada, nas mãos de outra pessoa, não se pode pegar uma criança para que ela explique o que está se passando."
A advogada Roberta Densa, que dá aulas sobre o ECA, avalia que o bispo se aproveita da condição "vulnerável" da criança. "É uma situação de manipulação."
Para João Santo Carcan, vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, o papel da igreja, ao tomar conhecimento de um problema desses, seria entrar em contato com os órgãos públicos de assistência social. "Ali tratam a criança como instrumento de receita", diz.
O vídeo foi postado no YouTube e noticiado ontem pelo jornal "O Estado de S. Paulo". Até ontem tinha 571 comentários no blog de Macedo, a maioria de fiéis da Universal. Muitos elogiam a "valentia" do garoto.
► Falar o quê?
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Joss Stone confirmada no Rock in Rio
A cantora inglesa de Soul e R&B é mais uma atração confirmada para a noite extra do Rock in Rio
Joss Stone - Tell Me What We're Gonna Do Now
Completam a noite black do Rock in Rio:
Afrika Bambaataa, os inventores do Hip Hop
Jamiroquai
Janelle Monáe
Stevie Wonder
E ainda na Tenda Eletrônica os incríveis Masters At Work
Olha só quem mais vai estar no Rock in Rio:
E ainda falta confirmar mais 2 atrações para o Palco Mundo do dia extra.
► Os 100 mil ingressos da noite Black do Rock in Rio começam a ser vendidos à meia-noite de 23 de Julho. Fique esperto, os primeiros 600 mil foram vendidos em apenas 2 dias.
Joss Stone - Fell In Love With A Boy
Joss Stone - Right To Be Wrong
Joss Stone - Tell Me What We're Gonna Do Now
Completam a noite black do Rock in Rio:
Afrika Bambaataa, os inventores do Hip Hop
Jamiroquai
Janelle Monáe
Stevie Wonder
E ainda na Tenda Eletrônica os incríveis Masters At Work
Olha só quem mais vai estar no Rock in Rio:
E ainda falta confirmar mais 2 atrações para o Palco Mundo do dia extra.
► Os 100 mil ingressos da noite Black do Rock in Rio começam a ser vendidos à meia-noite de 23 de Julho. Fique esperto, os primeiros 600 mil foram vendidos em apenas 2 dias.
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