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sábado, 8 de junho de 2013

• Para quem bebe

e dirige

Pense numa propaganda impactante.



Sentiu?

domingo, 8 de janeiro de 2012

• Xuxa 2012: mais do mesmo

Xuxa volta a repaginar seu programa, mas segue sem ideias nem identidade

xuxaferias

Durou apenas oito meses o “TV Xuxa”, lançado em abril de 2011 com a proposta de encontrar um novo público para aquela que um dia foi a “rainha dos baixinhos”. Neste sábado, estreou “TV Xuxa Férias”, radicalmente diferente do programa anterior, mas tão previsível e sem rumo quanto.

Sem alcançar a audiência esperada, a Globo optou por substituir o diretor do programa. Saiu Mariozinho Vaz, entrou Mario Meirelles, que prometeu: “O ‘TV Xuxa’ é um programa muito versátil. Vamos aproximar a rainha ainda mais de seus fãs”.

Um novo cenário deixa a apresentadora cercada de fãs e próxima a uma banda de música, o que lembra um pouco tanto o “Esquenta” quanto o “Altas Horas”. Mas Xuxa não é Regina Casé ou Serginho Groisman.

Como previu o colunista Flavio Ricco, ao noticiar a mudança na direção do programa, o problema de Xuxa é de outra ordem. Ela precisa de bons roteiristas, com mais criatividade, ousadia e imaginação.

O primeiro novo programa exibiu atrações mais batidas e previsíveis do que show de Roberto Carlos: número musical com Alexandre Pires, entrevista com a escritora Thalita Rebouças, reportagem sobre clones de Elvis Presley, homenagem aos atores Paulo Goulart e Nicete Bruno e, cereja do bolo, Roupa Nova cantando “Whisky a Go Go”.

Além da pauta sonolenta, Xuxa padece de um problema mais grave: crise de identidade. Os gritinhos de “uhu!” e o jeito tatibitate de conversar sugerem se tratar de uma criança falando com outras crianças. Mas ela não é mais “rainha dos baixinhos”… É o quê então? Responder a esta questão, creio, é o maior desafio para a apresentadora e para a Globo.

Mauricio Stycer é jornalista

sábado, 23 de abril de 2011

• O destino do matador

Ruy Castro, hoje na Folha de S. Paulo

RIO DE JANEIRO - Na sua ilusão de controlar o universo, Wellington Menezes de Oliveira, o assassino de Realengo, fez exigências em carta que deixou antes de chacinar as crianças e se matar. Decretou que seu corpo não poderia ser tocado por "impuros", como classificou os adúlteros e os fornicadores; que, para seu sepultamento, deveriam banhá-lo, secá-lo e envolvê-lo, despido, num lençol branco; que desejava ser enterrado ao lado de sua mãe, no cemitério do Murundu; e que orassem por ele.

Se isto mitiga o desejo de revanche daqueles que, se pudessem, tê-lo-iam linchado, os últimos desejos de Wellington foram ontem contrariados em toda linha. Ninguém reclamou seu corpo, nem mesmo sua família. Foi sepultado numa cova rasa e sem lápide, nu, sem lençol, e em outro cemitério, o do Caju. Seu caixão não teve cortejo -foi acompanhado por um burocrático funcionário da Santa Casa de Misericórdia. E, em vez de oração, gerou apenas um frio laudo assinado pelo diretor do Instituto Médico Legal.

Mas o pior, para Wellington, já havia acontecido antes, no mesmo dia da chacina. Levado para o IML, ele foi autopsiado. Mãos sob o seu ponto de vista "impuras" devem tê-lo tocado de todo jeito -não se supõe que a equipe de médicos e estagiários seja composta de virgens como ele; bem provável que, nela, houvesse um ou outro adúltero; e, certamente, a maioria deve fornicar segundo a média, uma ou duas vezes por semana.

Mais terrível ainda pode ter sido a própria autópsia, em que seu abdômen foi aberto de alto a baixo, num só corte, como se ele fosse um frango. Depois de, sem muito carinho, extirparem suas entranhas para análise, devem tê-lo costurado às pressas, com um ziguezague de longos pontos "à la diable", antes de mandá-lo para a geladeira.

Ao ditar ordens sobre seu destino, Wellington esqueceu-se de combinar com a posteridade.

Talvez muita gente discorde, mas esse é um cara que não deveria morrer. Tinha que ficar vivo para pagar durante toda a vida, tudo o que fez.

quinta-feira, 24 de março de 2011

• A pior música de

todos os tempos

Gravada por Rebecca Black, "Friday" recebe críticas negativas e vinte e nove milhões de visualizações no YouTube

Vídeo da 'pior música de todos os tempos' vira sensação na internet
A canção Friday (“sexta-feira”, em inglês), interpretada por uma adolescente americana e descrita por críticos como a pior música de todos os tempos, se transformou em uma sensação na internet, com mais de 42 milhões de reproduções no site de vídeos YouTube.
O sucesso de Rebecca Black, de 13 anos, fez com que a música e a autora fossem um dos assuntos mais comentados no Twitter. O fenômeno também foi alvo de discussão em sites e revistas especializados.

A maior parte dos comentários ridiculariza a letra da canção, em que a adolescente repete versos como "ontem foi quinta-feira, quinta-feira, hoje é sexta-feira, sexta-feira", "tenho que ir para o ponto de ônibus, tenho que pegar o ônibus e ver meus amigos" e "estamos tão ansiosos, tão ansiosos".

No entanto, muitas pessoas também criticaram a voz de Black - modificada digitalmente pelo Auto-Tune, programa de correção da afinação de vozes utilizado por diversos artistas pop americanos - e o videoclipe da música, que tem baixo orçamento e usa efeitos visuais simples.

Musical na escola
A música de Rebecca Black foi produzida por uma empresa de Los Angeles chamada Ark Music Factory, que se define como "selo de gravação independente".

Em sua página na internet, a empresa diz que seu principal objetivo é descobrir futuros artistas e produzir "a próxima grande estrela".

O perfil de Rebecca no site a descreve como "uma garota de 13 anos que adora se divertir". "Ela adora cantar, dançar e representar e está sempre querendo tentar algo novo", diz o site, destacando também que ela conseguiu o papel principal do musical Oklahoma! em uma montagem em sua escola.

Os custos de gravação e produção das músicas na Ark Music Factory geralmente são pagos com investimentos dos pais dos adolescentes.

Justin Bieber
O repórter da rádio BBC 1, Dan Whitworth, diz que muitos pais estão dispostos a pagar o que for preciso para fazer com que pelo menos um de seus filhos se torne o novo Justin Bieber.

O astro da música americano, que acaba de completar 17 anos, foi descoberto no YouTube e, em seguida, assinou contrato com o cantor e produtor Usher.

Em entrevista ao canal de TV americano ABC na última sexta-feira, Rebecca Black disse que sentiu que estava sofrendo cyberbullying e que chorou quando viu os comentários sobre sua música no YouTube.

Mas ela pode sair ganhando, apesar das críticas. Em 15 de março, pouco mais de um mês depois que o vídeo de Friday foi colocado no You Tube, ela escreveu em seu perfil no Twitter: "Minha música Friday já está disponível no iTunes!!! Obrigada por todo o apoio. Beijos!"

Nesta segunda-feira, a música chegou ao 25º lugar na lista de mais vendidas da loja da Apple. Never Say Never, a nova música de Justin Bieber, está na 29ª posição.

Veja o vídeo de "Friday":



Pra mim, nada supera Aqua Barbie Girl. Argh!!!

domingo, 20 de março de 2011

• Baterista do Blink 182

chama fãs de "nazistas"

Só por não gostarem de hip hop

O baterista do Blink-182, Travis Barker, disse em entrevista ao site Complex que seus fãs são "nazistas" por não gostarem de hip hop, gênero que ele tem se aproximado em seu álbum solo.

Os rappers Snoop Dogg e Lil Wayne estão entre os artistas que colaboraram no disco, "Give The Drummer Some", e ele também se apresentou ao lado de Eminem e Drake, o que levou os fãs a criticá-lo.

"Parece que eu tenho mais em comum com rappers do que com algumas pessoas do rock", disse Barker. "Quando eu recebo uma proposta de um cara como Wayne, sempre me sinto lisonjeado".

"Abram seus ouvidos, seus malditos nazistas. Não sejam tão teimosos".

Isso que é revolta.

Os 5 verbos mais

feios da era da internet

Saiu na Veja

Você provavelmente tem um amigo que reclamava ferozmente da palavra atachar — verbo criado do inglês attach, ou seja, anexar. Pois essa pessoa deve estar à beira de perder todos os cabelos com a leva de vocábulos que a era digital populariza com velocidade cada vez maior. Separamos os que mais doem aos ouvidos da redação. Com vocês, os cinco verbos mais feios da era da internet (e seus significados):

1. Embedar

Vem do inglês “embed”. Refere-se ao ato de inserir um flash, vídeo ou outras formas de conteúdo numa página de site, por exemplo. Sabe quando sua filha coloca um vídeo do YouTube dentro do blog dela? Então, é isso.

2. Googlar

Só não parece mais bizarro devido à onipresença do Google, origem do verbo, em nossa rotina. Também encontrado nas versões googlear ou guglar, significa jogar o nome de alguém no site de buscas mais famoso da web.

3. Monetizar

Não, não tem nada a ver com a arte do impressionista francês Claude Monet (1840-1926), o pintor das flores e paisagens campestres. O verbo, ouvido em doze de cada dez reuniões de empresas digitais, quer dizer o mesmo que fazer algum site ou blog render dinheiro. De cara, pode parecer que vem do inglês “money”, mas não é bem assim. Em suas mais primitivas origens, vem do latim “moneta” — assim como acontece com “monetário”.

4. Orkutizar

Parece até coisa do cantor Djavan, autor do célebre verso “Como querer Caetanear o que há de bom”, né? E, sim, vem do Orkut. Tem significado pejorativo (e preconceituoso). Para explicar: se alguém condena a “orkutização do Twitter”, refere-se à chegada de classes sociais menos abastadas à rede social que tem maior número de brasileiros. Ou seja, orkutizar algo é dar ares de pobre, cafona, brega… (Cá entre nós, feio mesmo é discriminar as pessoas).

5. Upar

Pasmem, mas o verbo existe na nossa tão querida língua portuguesa e significa “dar upa(s); saltar, corcovear”. Na internet, contudo, assume outro sentido, o de “subir um arquivo na rede”. Desnecessário? Talvez. Feio? Com certeza!

Curtiu? Bloga em algum lugar também =)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

• Vem aí: Book

Esqueça iPad, iPhone, Android, Galaxy...

Vem aí a nova revolução:



Dica do Marcelo Tas


domingo, 5 de dezembro de 2010

• Vou vivendo, doutor Ari

Quem é e como toca a vida o estagiário do STJ
demitido pelo presidente da corte

alias1_pablovaladares

A testemunha descreve a cena tal qual a vítima fez constar no boletim de ocorrência. Por volta das 16h do dia 19 de outubro, o estagiário, após entregar um processo na seção de documentos administrativos, que fica no subsolo do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, dirigiu-se para a agência do Banco do Brasil no complexo de prédios da corte a fim de fazer um depósito por envelope para uma amiga. Vestindo camisa polo, calça jeans e sapato social, foi informado por um funcionário da agência de que em apenas um dos caixas eletrônicos poderia ser feita a transação. Justamente aquele, em uso por um homem de terno e gravata, aparentando 1,60 metro, que ele inicialmente não reconheceu. Postou-se atrás de linha de espera, traçada no chão da agência. O diálogo que se seguiu foi o seguinte:

- Quer sair daqui? Estou fazendo uma transação pessoal - disse o senhor, após voltar-se duas ou três vezes para trás, "de forma um tanto áspera", como relataria o jovem, em seu português impecável.
- Senhor, eu estou atrás da linha de espera. - foi a resposta, "em tom brando", como contou, ou "de forma muito educada", na confirmação da testemunha.
- Vá fazer o que tem que fazer em outro lugar! - esbravejou o homem em frente ao caixa eletrônico.
- Mas, senhor, minha transação só pode ser feita neste caixa...
- Fora daqui! - o grito, a essa altura, chamou a atenção de pessoas que passavam e aguardavam na agência.
E foi completada pelo veredicto, aos brados:
- Eu sou Ari Pargendler, presidente deste tribunal. Você está demitido, entendeu? Você está fora daqui, isto aqui acabou para você. De-mi-ti-do!

Assim terminou a carreira do estudante de administração Marco Paulo dos Santos, de 24 anos, na segunda mais alta corte do País. Ele entrara no STJ no início do ano, após passar por um processo seletivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), na capital federal, do qual participaram mais de 200 candidatos. Marco ficou entre os dez primeiros. Todos os dias, saía do apartamento onde mora com a mãe e o irmão em Valparaíso de Goiás, cidade-satélite a 35 km de Brasília, e levava uma hora de ônibus até chegar ao estágio. Dava expediente das 13h às 19h, pelo que recebia R$ 600 por mês, mais R$ 8 por dia de auxílio-transporte. Pouco importa. Martelo batido.

"Foi uma violência gratuita", avalia a brasiliense Fabiane Cadete, de 32 anos, que estava sentada com uma amiga na fila de cadeiras ao lado dos caixas eletrônicos naquele dia. "Ele (Pargendler) gritava, gesticulava e levantava o peito na direção do Marco." Chamou-lhe especialmente a atenção a diferença de estatura - literal, no caso - dos dois protagonistas. Marco tem 1,83 metro. "O juiz puxou tanto o cordão do crachá para ler o nome do menino, que as orelhas dele faziam assim, ó", mostra ela, empurrando as suas próprias como se fossem de abano.


Batalha difícil

Fabiane conta que ficou receosa antes de decidir depor em favor de Marco - que, no dia seguinte, registrou queixa por "injúria real" contra o presidente do STJ na 5ª delegacia da Polícia Civil do Distrito Federal. Funcionária de uma empresa que presta serviços ao tribunal, ela jura que nunca tinha visto Marco antes na vida, mas ainda assim se dispôs a contar o que viu. A amiga, que tem mais anos de casa no STJ, preferiu se preservar. "Eu não me sentiria em paz comigo mesma se não falasse", explica Fabiane, que cursa direito no Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb). "Como futura advogada, fiquei decepcionada com o ministro."

Como Ari Pargendler só pode ser julgado em instância superior no Judiciário, o delegado Laércio Rossetto encaminhou o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o processo corre em segredo de Justiça. Remetido inicialmente para a ministra Ellen Gracie, esta se declarou impedida por manter relações de amizade com Pargendler. Redistribuído pelo presidente do Supremo, Cezar Peluso, caiu nas mãos do ministro Celso de Mello, jurista que não tem por hábito "sentar em cima" dos casos mais polêmicos.

O depoimento de Fabiane animou o até então cauteloso advogado de Marco, preocupado em não expor seu cliente a uma contraofensiva judicial. "Não tenho vocação nenhuma para Policarpo Quaresma", diz Antonielle Julio, que teve uma prévia das dificuldades que vai enfrentar quando solicitou à gerência do Banco do Brasil no STJ as imagens do circuito interno de segurança, que revelariam facilmente quem está com a razão. Ouviu que o sistema apresentou falha técnica e "não há imagem alguma".


A Bíblia e os 'policiais'

Marco Paulo dos Santos é negro, filho de brasileira com africano e nascido na Grécia. Vista de perto, sua história de vida é tão espantosa quanto o diálogo supostamente travado na agência bancária do STJ. Sua mãe, a doméstica Joana D’Arc dos Santos, de 56 anos, natural de Raul Soares (MG), passou como ele por um concurso que mudaria o rumo de sua existência. Ainda solteira, na década de 80, leu um anúncio no jornal Estado de Minas em que a esposa de um diplomata mineiro procurava uma empregada para acompanhar a família em seu novo posto no exterior. Quando chegou a Belo Horizonte para a entrevista, uma centena de candidatas já havia passado pelo crivo da patroa, mas foi Joana quem levou. "Ela agradou mais de mim", conta, na construção típica da zona da mata mineira.

Em Atenas, Joana conheceu o marinheiro cabo-verdiano José Manoel da Graça, que trabalhava em um navio petroleiro. O namoro deslizava em mar de rosas, quando o patrão recebeu ordens do Itamaraty para se transferir para a Embaixada do Brasil no Chile. E lá se foi Joana D’Arc de volta para a América. Mas, com banzo de seu africano, em pouco tempo abandonava o emprego para voltar a sua odisseia grega. Amigou-se com Manoel em Atenas e teve com ele dois filhos: Daniel David e Marco Paulo.

Cinco anos depois, foi a saudade do Brasil que bateu e Joana embarcou de volta com os meninos. Primeiro, para Minas; depois, Brasília. Manoel foi navegar outros mares. "Fiquei esperando, porque ele nunca disse que não vinha. Os telefonemas foram rareando, só Natal, aniversário... E Manoel acabou não vindo", dá de ombros. Hoje, é com a tormenta jurídica do caçula que ela se preocupa. "Sabe como é, a gente foi criada no negócio do ‘deixa pra lá’. Mas ele decidiu assim, entrego nas mãos de Deus."

Em casa, o primogênito Daniel, hoje com 27 anos, é o voluntarioso e bem-humorado. Já Marco sempre foi introvertido e responsável. A mãe conta que, enquanto faxinava nas casas de família, o garoto dava um jeito de se enfurnar na biblioteca dos patrões. "Sempre foi menino de ler. Passava duas, três horas... eu até esquecia dele." Daí a facilidade, talvez, com que passou em todos os testes que fez até hoje, inclusive o do Prouni - programa de bolsas de estudos do governo, que lhe permite cursar administração no Iesb.

vangélico, como toda a família, Marco traz sempre a Bíblia debaixo do braço. E algum romance policial de Agatha Christie e Conan Doyle. Mas também passeou por leituras mais substanciosas, como O Príncipe, de Nicolau Maquiavel. "É uma aula de vida. Ele juntou todo o conhecimento de como se governar, lidar com as pessoas, a política e o poder. É muito útil para um administrador", ensina o estagiário defenestrado do STJ.


Na melodia do Supremo

Outro dos talentos de Marco é a música. Na igreja, deu seus primeiros acordes. E logo conseguiu uma bolsa no tradicional Clube do Choro de Brasília, onde estuda violão de sete cordas. O professor, o instrumentista carioca Fernando César, de 40 anos, é só elogios: "Ele é um cara supertranquilo, aplicado e musical. Lê muito bem partitura". Empreendedor precoce, escreveu e lançou em junho, por uma editora evangélica, um método de ensino de violão para os fiéis sem condições de pagar por um curso. Agora, ainda desempregado, dedica-se com mais afinco à execução de clássicos como Vou Vivendo, de Pixinguinha, cujos versos finais são: "Vou vivendo assim/ Porque o destino me fez um vadio/ Novo endereço ele vai traçar/ E virei para te avisar/ Quando à noite uma toalha de estrela/ Tiver para me cobrir".

Mesmo apreensiva, Joana D’Arc não esconde o orgulho pela coragem do filho em enfrentar o presidente de uma das instituições mais poderosas do País. "Antes de ir para a Grécia eu era um bicho assustado. Achava que por ser negra e pobre era normal ser humilhada e maltratada. Mas lá, a gente entrava num restaurante ou em qualquer lugar chique e era recebido como todo mundo. Então, não deixei meus filhos crescerem com esse pensamento meu."

Procurado pela reportagem do Aliás para dar sua versão dos fatos, o ministro Ari Pargendler disse por intermédio da assessoria que não vai se manifestar. No telefone da corte, em chamada de espera, ouve-se a seguinte mensagem: "Ter acesso rápido e fácil à Justiça é um direito seu. STJ, o Tribunal da Cidadania".

E você ainda ficou indignado porque a Geysi Arruda foi expulsa de "A Fazenda"...

sábado, 13 de novembro de 2010

• Sem Noção S.A.

Empresa de brinquedos debocha do sofrimento dos animais vítimas de atropelamento

Por Lobo Pasolini

odennytadoido.net

Uma empresa inglesa chamada Roadkill, uma expressão que se refere aos animais acidentalmente mortos por carros em estradas, vende bonecos que simulam os corpos dos animais amassados, com as entranhas escapulindo e olhos esbugalhados.

É óbvio que o que eles querem fazer é algum tipo de humor negro, mas infelizmente eles calcularam errado as possíveis consequências de fazer marketing em cima do sofrimento e da morte de outros seres.

O maior problema é a maneira como a empresa faz seu marketing. Em um dos vídeos de promoção da empresa, um menino compra um coelho de uma pet shop e depois o joga de um viaduto. Quando a câmera foca no corpo, o que se vê é um brinquedo Roadkill, contradizendo em cheio a ideia de que o animal morreu ‘por acidente’.

Até mesmo uma postagem do blog brasileiro Vírgula notou que o marketing dessa empresa vai longe demais: “Alguns [vídeos] são de gosto um pouco duvidoso e não nos espantaria se acabassem virando alvo de organizações de defesa dos animais. Afinal de contas, bichinho de pelúcia tudo bem, mas não é para ninguém sair por aí jogando coelhinhos na estrada, né?”

Bichinho de pelúcia realmente tudo bem, mas não bichinhos amassados por uma máquina que invade cada vez mais o habitat de animais silvestres.

Os hipócritas da Roadkill têm, ainda, a audácia de declarar em seu website que “gostam de animais” e que fazem doações para a WWF e RSPCA. Recentemente eles adotaram um urso-polar, eles dizem.

Assista aqui a um dos vídeos da Roadkill, em que um coelho é cruelmente morto por uma criança:



Eu imagino que as pessoas por trás dessa empresa se acham o suprassumo da ironia, mas eles não passam de irresponsáveis promovendo violência junto a um público jovem e altamente impressionável e influenciável.

Roadkill é o equivalente de fazer a “Barbie Estuprada” para vender para meninas.

twitter da zona
http://twitter.com/dennydesign

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

• Politicamente Incorreto

Danilo Gentili fazendo stand up em Brasília

Completíssimo! Já viu vídeo no YouTube com mais de uma hora de duração? Esse tem:



Brasil.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

• A nova e polêmica

abertura dos Simpsons

O Youtube tirou do ar, mas descolamos outro link ;)



Nos últimos tempos, Os Simpsons vem sendo acusado pelo noticiário americano de explorar desenhistas e artistas de países como Coreia do Sul e China. A mão-de-obra barata, quase de graça (assim como a fama do trabalho escravo das crianças que fazem os tenis da Nike) é feita por lá, trazendo uma generosa economia.

O que a FOX resolveu fazer então? Rir de si mesma. Seria como se a Globo dissesse: "Sim, nós manipulamos os resultados do BBB!", ou a Record gritar: "Esta emissora foi comprada com o dinheiro dos fiéis!". Mas sabemos que uma coisa dessas nunca acontecerá no Brasil. Por isso, esta é uma abertura histórica.


Show!

domingo, 19 de setembro de 2010

• Crítica - VMB

VMB 2010 celebra um mundo pop-rock retardado
Texto de: Regis Tadeu
Regis Tadeu é editor das revistas Cover Guitarra, Cover Baixo e Batera

Imagine que você foi convidado para a festa de 20º aniversário de alguém e, ao chegar ao local, percebe que a pista de dança está vazia, os convidados estão em silêncio e o aniversariante passa o tempo todo falando ao microfone o quanto ele é legal, apresentando seus primos, todos mongolóides, daqueles que lambuzam a testa na hora de tomar sorvete, e fazendo-os cantar da maneira mais desafinada do mundo. Imaginou?

Pois esta sensação é infinitamente melhor do que aquela que praticamente derreteu as retinas de quem teve a coragem de assistir ao VMB 2010, mais uma ocasião em que a MTV nos brinda com um retrato inequívoco de que grande parte do meio musical – e, por conseguinte, de toda uma geração – está indo definitivamente para o buraco.

Quando o pessoal do Yahoo! Brasil pediu gentilmente para que eu escrevesse um artigo com minhas impressões a respeito de tal premiação, juro que tentei encarar a empreitada com uma expectativa otimista, mesmo sabendo que a lista dos indicados ao prêmio era mais fraca que sopa de albergue noturno. Ingenuamente, cheguei a acreditar que a MTV iria conseguir barrar este absurdo processo de votação popular, controlando os tais “votos” para que uma mesma pessoa não ficasse com a ponta dos dedos em carne viva de tanto votar em seu ídolo pelo telefone, pela internet ou pelo diabo a quatro. Muita ingenuidade da minha parte, né?

Eu já percebi que a coisa seria uma tragédia logo no tal “Aquecimento VMB”, quando um casal de atores de um programa da própria emissora, Quinta Categoria, tentava ser engraçado enquanto fazia merchan explícito de desodorante, refrigerante, carro e outros produtos, em cenas pra lá de constrangedoras. Nas entrevistas antes do evento, artistas se portavam como se estivessem anestesiados – menos no caso de Otto, que parecia estar dopado com alguma substância emburrecedora. Mas eu não estava preparado para o que estava por vir…

Logo no início do programa, uma ótima ideia – uma interação entre o bom apresentador Marcelo Adnet e alguns artistas (Marcelo D2, Sandy, o guitarrista do Cachorro Grande e o jurado Miranda, do Qual é o Seu Talento?) – foi jogada fora por absoluta falta de criatividade. Daí para frente, o circo de horrores tomou proporções babilônicas. Acompanhem a sequência de eventos:

- Muito mais vergonhoso que o NX Zero ganhar o prêmio de “Melhor Show” foi o seu vocalista, Di, dar o telefone de contato para quem quisesse agendar uma apresentação de sua banda ridícula. Um absurdo total!

- Apesar de uma boa imitação do Faustão feita pelo Adnet, isto foi insuficiente para disfarçar o quanto as vinhetas para a categoria “Aposta MTV” foram primárias. O ganhador – um tal de Thiago Pethit – parecia ter caído da cama de tão sonolento e desanimado com o prêmio;

- A apresentação ao vivo do Restart foi aquela fraqueza e desafinações de sempre, mas pelo menos deu para sacar que o batera Thomas é bom, o único que tem chance de se dar bem como músico quando a banda encerrar as atividades – algo que todos nós esperamos que aconteça o mais rápido possível;

- O anúncio de Justin Bieber como ganhador da categoria “Melhor Artista Internacional “ foi um dos troços mais desanimados da história da TV brasileira, uma cena ainda piorada pela participação ridícula daquela menina pentelha que ficou conhecida como “mini Lady Gaga”;

- Depois de a dupla 3OH!3 pagar mico antes de anunciar apresentação do Fresno, o grupo gaúcho fez um pastiche canhestro de 30 Seconds to Mars, tentando botar uns timbres mais agressivos em seus instrumentos só para mostrar que estão mais pesados, embora ainda sensíveis. Coisa ridícula!

- O fato de o megacanastrão Roberto Justus ter apresentando a categoria “Revelação” já dava bem a medida do que viria a acontecer. Dentro de uma relação de grupos horríveis e da alienígena presença de Karina Buhr, a vitória do Restart seria o início de uma das mais inacreditáveis estratégias de votação popular – quero acreditar que sem a cumplicidade da MTV – já presenciadas na TV mundial;

- Em uma das vinhetas de intervalo, Sandy cantou ao lado de Mallu Magalhães, que continua tão lesada que sequer é capaz de conseguir afinar o seu violão. Constrangedor foi pouco;

- Os artistas focalizados na plateia demonstravam uma total indiferença não apenas em relação ao que acontecia no palco, mas no evento em geral. Vi gente que, se pudesse, estaria jogando “batalha naval”. Não é mesmo, Samuel Rosa? Não é mesmo, Cazé?



- Quando o Restart começou a ganhar mais prêmios, vaias começaram a ser ouvidas dentro do recinto, algo que passou a desesperar a direção do programa, que precisou abaixar o volume do áudio da plateia e mudar rapidamente para outra atração;

- Foi triste ver um cara talentoso como o Adnet sendo obrigado a ler um texto ridículo a respeito de “TV on demand”;

- Na categoria “Web Hit”, o pessoal vencedor – com uma patética paródia do Justin Bieber – mostrou como não receber um prêmio, tamanha a falta de noção demonstrada na ocasião;

- O Restart ganhar como “Melhor Pop” e um embusteiro como Diogo Nogueira ser o vencedor na categoria “Melhor MPB” foi um daqueles sinais de que o Apocalipse deve acontecer entre quinta e sexta-feira da semana que vem;

- O Capital Inicial – não por acaso, a única banda do chamado “rock brasileiro dos anos 80” que conseguiu reciclar o seu público para sobreviver aos dias atuais – até que tentou fazer uma apresentação digna, mesmo botando mais um guitarrista e um violonista para dar aquele “peso Mandrake”, mas uma grade descendo fora de hora e separando Dinho Ouro Preto de seus companheiros deu a impressão que estávamos diante de um cirquinho de oitava categoria;

- A tal “Jam com Nova Geração” fez com que eu temesse pelo futuro da música no Brasil. Sério;

- A apresentação de Otto foi um desastre. Embora a boa banda – com Fernando Catatau (Cidadão Instigado) e Pupilo (Nação Zumbi) – tenha se esforçado em emprestar alguma dignidade sonora, as desafinações do vocalista e sua presença de palco que mais parecia a de um chimpanzé triatleta estragaram tudo. O mais triste foi constatar o famoso “corporativismo entre artistas” ao ver Arnaldo Antunes declarar, após o evento, que “Otto arrasou”. Só se ele usou o verbo no sentido de destruição;

- Quando o Restart ganhou na categoria “Hit do Ano”, tomou uma vaia tal que os próprios apresentadores pediram para que a banda fosse aplaudida. Quando também venceu como “Artista do Ano” – prêmio apresentado pelo “craque Neymar-filme-tostado”, o constrangimento com mais uma onda de vaias foi tamanho que a própria banda agradeceu a quem os vaiou, tentando mostrar um falso “fairplay”;

- A apresentação do OK Go! – com guitarra em playback – foi de uma indigência intolerável para uma atração internacional. Deveriam ter sido presos e deportados;

- No final constrangedor, outra ótima ideia – a tal “Gaiola das Cabeçudas” – foi desperdiçada pela absoluta falta de animação da plateia. Nem mesmo as presenças de Valesca Popozuda e seu alter-ego – sua própria bunda – conseguiram tirar a platéia e o telespectador de um profundo torpor.

No final, ficaram algumas constatações:

1) A faixa etária do público que leva a MTV a sério agora é outro – e ainda menor: vai dos oito aos 12 anos. Acima disto, é gente com sérios problemas mentais;

2) A tal Marimoon e esse pessoal do Quinta Categoria são os personagens mais grotescos da TV desde os tempos do filme Corcunda de Notre-Dame na “Sessão de Gala” de sexta à noite;

3) Brasileiro é incompetente até para administrar uma franquia, já que a MTV Brasil conseguiu piorar ainda mais o que já vinha pronto lá de fora;

4) Este VMB 2010 deveria ser lançado em DVD como material de auto-ajuda, pois é impossível alguém não se sentir uma pessoa melhor depois de assistir a esta avalanche de atrocidades artísticas;

5) Se os fãs destas tais bandas coloridas de “happy rock” é que irão governar este País no futuro, avisem aos seus filhos e netos que a Humanidade deve se preparar para voltar a viver em árvores;

6) Perto de qualquer VMB, o horário político parece um desfile de cientistas e professores de Harvard.

VMB. Um prêmio em que Restart concorre a melhor banda do ano não deve ser levado a sério...
 

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