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sábado, 12 de novembro de 2011

• SWU começa hoje

O SWU chega neste fim de semana para fechar o calendário dos grandes festivais de 2011



Em três dias de espetáculos, o evento projetado para acontecer em uma arena em Paulínia, no interior de São Paulo, promete melhorias com relação à edição do ano passado (em Itu), muita música e debates sobre sustentabilidade e meio-ambiente.

Mais modesto em atrações musicais do que o Rock In Rio, que teve sete dias de shows, o SWU separa cerca de 70 artistas em três áreas: dois palcos principais, que vão abrigar os grandes nomes internacionais, desde o hip hop de Snoop Dogg ao metal veterano do Megadeth; o New Stage, com bandas menos famosas, como a Hole, liderada pela viúva de Kurt Cobain, Courtney Love, e o Greenspace, espaço do dance para fãs de DJS e músicos como James Murphy.

O público, assim como no ano passado, pode acampar no local durante os três dias. De acordo com a organização do evento, as condições no alojamento deste ano estão melhores, com mais banheiros e espaço para alimentação, em uma área reservada entre o 1,7 milhão de metros quadrados disponíveis para o evento. Nos campings haverá espaço para cerca de 2.500 barracas. A cada dia, são esperadas 70 mil pessoas no SWU.

A questão da sustentabilidade fica por conta dos fóruns com especialistas e ativistas de todo o mundo, entre eles a ex-ministra Marina Silva, os músicos Bob Geldof e Neil Young, a cineasta Laís Bodansky e a atriz Daryl Hannah.



PROGRAMAÇÃO

Sábado - 12 de novembro

Palcos Energia e Consciência

15H - Consciência - Emicida
15h50 - Energia - Michael Franti & Spearhead
16h55 - Consicência - SOJA
18H - Energia -Marcelo D2
19h20 - Consciência - Damian Jr. Gong Marley

20h25 - Energia -Snoop Dogg

21h30 - Consciência - Kanye West

23h35 - Energia -Black Eyed Peas



New Stage

14h30 - Cruz (Upddate Or Die)
15h15 - Copacabana Club
16h15 - Miranda Kassin & Andre Frateschi
17h15 - Matt & Kim
18h30 - OFWGKTA
19h45 - Ghostland Observatory



Tenda eletrônica Greenspace

13h15 - Claudinha BR
14h00 - Database
15h00 - Ask 2 Quit
16h00 - Avicii
17h30 -DJ Marky & S.P.Y Present Galaxy
19h00 - Who Made Who (Tomas Barfod)
20h30 - James Murphy
22h00 - Frankie Knuckles
00h00 - Tiga

Domingo - 13 de novembro


Palcos Energia e Consciência

15h00 - Energia - Zé Ramalho
16h05 - Consciência - Ultraje a Rigor
17h10 - Energia - Tedeschi Trucks Band
18h30 - Consciência - Chris Cornell

19h35 - Energia - Duran Duran
20h55 - Consciência - Peter Gabriel & The New Blood Orchestra
22h45 - Energia - Lynyrd Skynyrd
New Stage

14h30 - Apolonio
15h15 - Sabonetes
16h00 - Is Tropical
17h00 - !!!
18h15 - Playing For Change
19h30 - Modest Mouse
20h45 - Hole
Tenda Eletrônica Greenspace


13h - Bruno Oliveira
14h - Raul Boesel
15h30 - Memê
16h30 - Gareth Emery
18h - Paulo Boghosian
19h30 - Booka Shade
20h30 - John Digweed
22h - Afrojack
0h - Fedde Le Grand


SEGUNDA-FEIRA - 14 de novembro

Palcos energia e Consciência

13h50 - Energia - Raimundos
14h40 - Consciência - Duff McKagan's Loaded
15h45 - Energia - Black Reber Motorcycle Club
16h50 - Consciência - Down
17h55 - Energia - 311
19h00 - Consciência - Sonic Youth
20h05 - Energia - Primus
21h10 - Consciência - Megadeth
22h15 - Energia - Stone Temple Pilots
23h35 - Consciência - Alice In Chains
01h10 - Energia - Faith No More


New Stage

14h30 - Medulla
15h30 - Ash
16h30 - Pepper
17h45 - The Black Angels
19h00 - Bag Raiders
20h15 - Miyavi
21h30 - Crystal Castles
22h45 - Simple Plan


Tenda Eletrônica Greenspace

13h15 - Ricardo Bellini
14h00 - Dubshape
15h00 - Damian Lazarus
16h00 - M.A.N.D.Y.
17h30 - Jooris Vorn & Nic Fanciulli
19h00 - Gui Boratto
20h30 - Layo & Bushwacka
22h00 - Loco Dice
00h00 - Sven Väth

Pra quem vai, bom show!

domingo, 4 de setembro de 2011

• Não existe amor em SP

O novo RAP paulistano




"Não Existe Amor em SP"
(letras e música: Criolo)
Não existe amor em SP
Um labirinto místico
Onde os grafites gritam
Não dá pra descrever
Numa linda frase
De um postal tão doce
Cuidado com doce
São Paulo é um buquê
Buquês são flores mortas
Num lindo arranjo
Arranjo lindo feito pra você
Não existe amor em SP
Os bares estão cheios de almas tão vazias
A ganância vibra, a vaidade excita
Devolva minha vida e morra afogada em seu próprio mar de fel
Aqui ninguém vai pro céu
Não precisa morrer pra ver Deus
Não precisa sofrer pra saber o que é melhor pra você
Encontro tuas nuvens em cada escombro, em cada esquina
Me dê um gole de vida
Não precisa morrer pra ver Deus

*

Acredite nesse 'hype'

Para o bem do próprio rap, é preciso contradizer um de seus maiores hinos: "Don't Believe the Hype", do Public Enemy.

Isso porque, para além do "hype", de ser o atual objeto do desejo, na carne e na música, MC Criolo tem, sim, o que dizer e mostrar.

Ele fez as escolhas certas -- líricas, sonoras e de estilo -- no momento certo, após 23 anos de uma carreira obscura em um gênero cercado de preconceitos.

Enquanto o rap é fonte primordial da música pop norte-americana há pelo menos dez anos, o Brasil só agora flerta com a possibilidade de democratizá-lo. E Criolo faz parte desse movimento ao criar uma ponte entre periferia e centro, pretos e brancos, manos e hipsters.
De um lado da ponte, suas letras ampliam o repertório do rap ao extrapolar o conteúdo de denúncia social. Por isso, do outro lado da ponte, elas não são mero objeto de sociologismos.

O artista usa a linguagem cifrada dos MCs. Mas, quando temas característicos do rap nacional, como o crime e a desigualdade, dividem estrofes com a solidão na metrópole e o amor não correspondido, fica fácil penetrar no seu dialeto. O discurso se torna universal.
Essa política de inclusão lírica é também musical. "Nó na Orelha", disco de 2011 que consagrou Criolo, intercala samba, reggae e bolero às faixas de rap com produção de qualidade inédita no gênero, a cargo de Daniel Ganjaman.

E houve um elemento crucial para que as escolhas certas e o momento certo, de fato, funcionassem: carisma.

Boa-pinta e bem-humorado, Criolo não precisa posar de mau e intimidar. Ri, sorri, brinca, corre e dança em suas apresentações ao vivo. Sua atitude, apesar de um tanto combativa, é também festiva.

Se para toda regra existe uma exceção, o decreto que o Public Enemy fez nos anos 1980 parece ter encontrado a sua. É possível acreditar no "hype".
FERNANDA MENA, editora da Ilustrada

Ainda existe amor em SP


 

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